Gigante da Guerra: Um pouco além das Chamas…
On February 20, 2022 | 0 Comments
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“Image courtesy of National Novel Writing Month.”

Em 2015 eu participei do NaNoWriMo sem muitas expectativas (para quem não conhece, o NaNoWriMo é um evento anual em que pessoas do mundo inteiro se dispõe a escrever um livro de 50K palavras durante o mês de novembro). Escrever um livro em 30 dias parecia algo muito além da minha capacidade, mas como eu tinha uns dias de férias e o ano tinha sido bastante vazio em produção, achei que era uma boa motivação. Tudo o que eu tinha na gaveta naquele momento era a idéia para um conto, sobre uma garota que encontrava um gigante ferido. Foi esse conto que eu resolvi ampliar para o NaNo.

Não vou mentir, não foi fácil e eu quis desistir várias vezes. Além da tensão sobre o prazo, a história era algo muito diferente de tudo o que eu já havia escrito e, mesmo já tendo um livro publicado, eu me vi bastante perdido. Para minha surpresa, porém, eu consegui chegar as 50K palavras em 25 dias. O Gigante da Guerra tinha nascido.

Dezembro era para ser um mês de descanso, mas o Gigante não me deixou em paz. Uma editora iniciante perguntou se eu gostaria de enviar algum livro para avaliação e tudo o que eu tinha na mão era o manuscrito do gigante, mais uma vez o enviei sem pretensão, ainda fresco e sem revisão, apenas para não perder a oportunidade e, mais uma vez, o gigante me surpreendeu. No dia seguinte a editora me devolveu o original com algumas sugestões, ela tinha lido o livro inteiro em uma noite. Só fui retomar os trabalhos do livro em Janeiro de 2016, com pretensão de lança-lo em novembro, completando 1 ano dele ter sido escrito. Janeiro virou fevereiro. Fevereiro virou Junho. Junho virou 2017. O Gigante tinha capa, miolo, dedicatória, ISBN… mas o livro não saia.

A alguns meses eu descobri que a editora estava desistindo do mercado livreiro. Havia recebido calote de uma série de livrarias, tinha perdido carregamento no correio de um monte de livros. Doença em família, problemas pessoais. Enfim, não era culpa de ninguém, mas ela havia desistido. Eu tinha 10 exemplares do gigante que havia distribuído entre amigos e ele estava sem casa. Confesso que senti o baque. Foi difícil lidar com a decepção. Era ainda mais dolorido ouvir as pessoas que tinham lido o livro dizer o quanto ele era bom. Era bom, mas parecia condenado a permanecer enterrado no templo antigo sob a colina. Eu tentei esquecê-lo lá. Tentei fingir que ele não havia acontecido, mas a história continuava a me perturbar, sem eu saber o que faria com ela. Então conversei novamente com a editora que o tinha avaliado e ela me aconselhou a publica-lo na Amazon. Então, aqui estamos. Um inicio humilde para uma história que nunca teve outra pretensão do que ser contada. Com vocês, O Gigante da Guerra.

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