Journal : National Novel Writing Month (NaNoWriMo 2015)
On October 8, 2015 | 1 Comments

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Quem segue a página do Chamas do Império no facebook (fica a dica) ou no twitter (outra dica) já sabe que este ano vou estar participando do National Novel Writing Month (NaNoWriMo, para complicar mais). Um evento que, para começar é internacional, apesar do nome e que se repete todo ano. Durante todo o mês de novembro, vou me dedicar a escrever uma novela de pelo menos 50 mil palavras, pelas minhas contas algo como 160 páginas. Sim, é bastante coisa e sim, fico em pânico quando penso no volume.

A alguns anos eu tento a minha participação e alguma coisa sempre me impede, mas este ano estou determinado a tentar, então entrei na minha fase preparatória (que inclui meu mês de férias, então se eu estiver sumido é porquê estou acampado no meio da floresta, fazendo vigília contra criaturas das trevas), afiando a lâmina, por assim dizer.

Uma das primeiras coisas que você precisa “decidir” quando você ingressa no NaNoWriMo é se você é um Planner ou um Pantser. Os planners são os que acreditam em ter uma estrutura pronta antes de começar a escrever, os pantser são os caras que andam por ai sem mapa, inventando uma palavra depois da outra. Bem, quem já acompanha o blog sabe que eu sou mais caracterizado como planner, então passei o último mês arredondando a história que eu pretendo escrever nesse mês. Convenhamos, em um prazo curto assim é bom algum preparo, mas mesmo os melhores mapas as vezes não consideram um rio que atravessa o seu caminho, então vamos acreditar que tudo vai dar certo.

Resolvi transformar o conto do “gigante” que vocês já viram por aqui no romance que o NaNoWriMo pede, o que pode ser uma escolha ruim, já que a história tem questões conceituais e filosóficas mais complicadas o que pode me atravancar lá na frente. Hoje tenho 80% de todo o storyline escrito e pretendo chegar aos 100% antes de novembro e começar a maratona.

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Como escrever 50 mil palavras em um mês? Bem, minha estratégia é meio senso comum no NaNoWriMo:

1) Uma meta diária de 1750 palavras (com 1667 você cumpre o objetivo, mas eu sei por experiência que 1750 palavras na configuração do meu word dá 5 páginas, o que facilita na hora de contar, além do que essa gordinha ajuda a manter o pique, já viu algum maratonista reduzir na chegada?);

2) Sem revisão. Uma das recomendações que os organizadores do evento fazem é frear a vontade de revisar o que já foi escrito. Isso pode ser meio difícil, você sempre quer dar aquela leitura antes de começar o dia, mas o foco aqui é quantidade, não qualidade. A revisão fica para Janeiro e Fevereiro, quando a coisa já esfriou na sua cabeça e sua tendinite já voltou a te deixar dormir.

3) Sem divulgação. Convenhamos. São 1750 palavras “vomitadas” todos os dias. É melhor deixar isso na gaveta até que seja possível uma revisão um pouco mais apurada. Mesmo com todos os avisos do mundo de que o foco da coisa é a quantidade, é certeza de que alguém vai reclamar de todos os erros que você fatalmente vai deixar pelo caminho e isso pode desanimar, então… trabalhe nas sombras e no silêncio. (OK, vou manter um relatório em 140 caracteres no twitter sobre o andamento da coisa)

4) Sem distrações. Como punição por um ano bastante improdutivo (foram só dois contos e uma noveleta), só posso entrar na internet ou assistir televisão depois de cumprir com minhas 1750 palavras diárias. Lamento Diego do futuro, mas isso é para o seu próprio bem (só para te lembrar, vai ter a estreia do Último Reino em outubro). Música e Livros estão autorizados por motivo de… né? Não existe fogueira sem oxigênio.

5) Sem publicação. Não existe nenhum compromisso atual ou futuro com a publicação ou mesmo a divulgação dessa obra. O objetivo aqui é matar o monstro em 30 dias e vale tudo. Em janeiro depois de uma nova leitura a gente decide o que vai fazer com o lance. Talvez consertá-lo, talvez reduzi-lo, talvez incinera-lo. Veremos!

6) É para ser divertido. É como uma maratona: você sofre, sua, se amaldiçoa por ter tido essa ideia e jura que nunca mais vai fazer isso, mas no fim você sabe que está se divertindo. A vida não para, então vou precisar conciliar essa corrida de obstáculos com outros compromissos e se não conseguir terminar a novela, vou ficar muito chateado, mas não decepcionado comigo mesmo, ou assim eu vou me convencer, Diego do futuro.

Outubro é meu mês de férias e vou estar enfiado no meio do mato com uma barraca nas costas, então não estranhem o silêncio, vou voltar com algumas aventuras para contar.

Para terminar, uma breve palavra dos nossos patrocinadores: A Draco deve ter novidades para vocês em breve, então deem uma passada no facebook da editora e fiquem atentos pelo que vêm a seguir.

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[…] como conto, depois como um desabafo, por fim como um desafio. Quando me inscrevi no NaNoWriMo 2015, eu não tinha ideia de que essa história ganharia toda essa importância. Depois de alguns anos […]

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