Aos amigos artistas
On July 19, 2018 | 0 Comments

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p style=”text-align: justify;”>Faz um tempo em que eu penso sobre a dificuldade que as pessoas têm em reconhecer o próprio talento, enquanto fazem uma lista interminável dos próprios defeitos. Ser criativo não é um trabalho simples e exige uma vontade sobre-humana para não desistir. Todo dia é uma luta contra a falta de tempo, a falta de grana, a falta de reconhecimento. Também faz um tempo que eu aprendi a não economizar na sinceridade, tanto nas críticas ácidas quanto nos elogios melosos. Ao artista nada é mais nocivo do que a mentira e a auto-ilusão.
Hoje acordei saudosista, pensando no tanto de gente incrível que eu conheci em minha vida, de quem tenho tanto orgulho. Acho que fui um cara discreto a maior parte do tempo e tive sorte de estar entre as pessoas certas, podendo beber um pouco da sabedoria de cada um. As vezes me imagino como um personagem obscuro que por acidente vai parar em uma festa cheia de gente interessante, tornando-se testemunha de uma história muito maior. É assim que eu vejo todos vocês. O que une todos esses amigos, além do talento, é extrema humildade. Sempre acho incrível a capacidade que todos tem de produzir diariamente o espetacular, sem deixar que isso lhes corrompa as raízes. São pessoas simples, com corações imensos, que se reconhecem como eternos aprendizes e generosos o suficiente para dividir o que sabem a quem estiver por perto. Não é difícil entender porquê os admiro tanto, além de artistas excepcionais são seres humanos raros, do tipo que te faz perder o andar das horas em conversas profundas ou tolas (as vezes profundas e tolas).
Fica fácil entender porquê sinto saudade de todos – mesmo daqueles a quem eu encontrei nas últimas semanas – e com o mesmo carinho – mesmo para aqueles com quem não falo a mais de um ano. Com alguns eu perdi contato, outros eu vigio tranquilamente dos bastidores, cutucando quem estiver ao lado para me gabar de tê-lo conhecido. Estufo o peito, orgulhoso como o rapaz que em um dia de sol limpou os pinceis de Rembrandt e cujo nome a história não lembra, aponto para frente e digo: Para aquele ali eu trazia coxinha, quando estávamos varando a noite na agência. E juro.
Acho que meu objetivo aqui, antes de mais nada, é agradecer. Agradecer pela generosidade, pelo aprendizado, pela amizade, pelo incentivo, pelas críticas, pelas cervejas, cafés, cachaças e videokês, agradecer pelo ombro, pelo empurrão e, mais do que tudo, agradecer pela inspiração. Ter conhecido todos vocês tornou a minha vida única.
Aos meus amigos arteiros: Fabio Fagu Costa, Vilma Kano, Laressa Quaglia, Luiz Pardal, Camila Fernandes, Fábio Fernandes, Claudia Dugim, Elza Keiko, Anita Cecília Pacheco, Ader Gotardo, Fernando Makita, Taline Schubach, Alec Silva, Cláudia Lemes, Lilian Carmine, Davi Calil, João Beraldo, Pedro Menezes, Mauricio Planel Rossiello, Julia Bax, Barbara Bustolin, Francis Triches, Bruno Tadiello, Casão Rennó, Renan Barcellos, André Toma, Lua Martins, Cale Mazza, Edde Wagner Aguiar Jr., Lucas Lourenço, Lucas Busto, André Tastaldi, Maykon Gonçalves, Clara Madrigano, Oz Magalhaes, Alisson Ribeiro, Tainan Rocha, Arthur Garrão, Marina LF, Rita Apoena, Leonardo Spera, Leonardo Russo, Ricco Antony, Flávia Lima, Lygia Pires, Marcio Zechetto
E a todos aqueles que levam uma vida criativa e passaram pela minha história me emprestando um pouco do seu talento. Meu mais sincero obrigado!

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