Toca-disco
On June 12, 2015 | 0 Comments

Desencontro a paz no perder do meu sono. Nas saudades de mundos que não existem, de personagens intangíveis, palavras que não foram ditas. Sobrevivo aos dias, temendo tropeçar no abismo que existe entre um minuto e outro. Sou essencialmente um covarde, um homem ruim, um ser venenoso. Sou a antitese de meu ego, pregando a disciplina a quem se esquece do tédio. Resisto na placa petri do silêncio, alérgico ao menor sorriso, como o germe que queima sob a cachaça barata. Vou crescendo nas ranhuras de seu disco, me estendendo bolorento por sua música, devorando o arranhar de sua agulha. E quando a volta acabar, e quando a música parar, você terá ido, baby, e eu continuarei aqui. Esperando o verso calar.

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